Pescadoras evitam descarte inapropriado de 12 litros de óleo em curso de sabão biodegradável promovido pelo Projeto Azahar

Olhos atentos e mãos ligeiras. Foi assim que Sandra Lima dos Santos permaneceu durante a atividade de formação “transformando óleo doméstico em sabão”, realizada nesta sexta-feira, 31. Durante a ação, que é o primeiro módulo da atividade formativa, pescadoras transformaram 12 litros de óleo de cozinha usado, que iriam para o esgoto e, consequentemente poluir o rio Cotinguiba, em barras de sabão biodegradável para o uso doméstico. 

A iniciativa da ação, realizada em parceria com a Colônia de Pescadores de Laranjeiras, foi do Projeto Azahar: Flor de Laranjeiras, executado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão (FAPESE), em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

A proposta foi sensibilizar os pescadores  para a reutilização do óleo doméstico, como forma de evitar o descarte inapropriado deste material, que é altamente poluente. “Um litro de óleo usado descartado contamina aproximadamente 25 mil litros de água, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp)”, alertou o estagiário do projeto Azahar, Jeferson Alcântara, que conduziu a formação.

“Agora que aprendemos o grau de contaminação e o impacto que o óleo usado pode gerar no meio ambiente, não vamos descartá-lo de forma desordenada no meio ambiente”, avaliou a pescadora e engenheira de pesca, Sandra Lima dos Santos, que participou do primeiro módulo de atividade.

Animada, ela e as demais pescadoras que estiveram no curso, já planejam o próximo encontro para produzir mais sabão. “Já estamos planejando conversar com outros pescadores, donos de restaurantes e outras pessoas da comunidade para recolher o óleo e produzir juntas”, comentou, destacando que a ação ajudará a mobilizar a comunidade.

A assessora ade educação ambiental do projeto Azahar, Aldjane Moura, destacou que “os conhecimentos trocados na atividade puderam, mais do que conscientizar as pescadoras sobre a descarte inapropriado de óleo, mas apresentou uma alternativa que auxilia na economia doméstica e gera até mesmo uma possibilidade de geração de renda extra para as participantes”.

O rio é minha casa

Ao agradecer a iniciativa e se colocar à disposição do projeto, o presidente da Colônia de Pescadores destacou que toda iniciativa que venha a ajudar na preservação do rio Sergipe, como o projeto Azahar, é sempre acolhida pela comunidade.

“A gente cuida da natureza e do rio porque a gente precisa preservar as espécies, pois elas são o nosso sustento. Se não tem peixe, se não tem rio, nós não temos nosso trabalho e nosso alimento. O rio é para mim o que a gente precisa para sobreviver. Eu tenho o rio como se fosse minha casa”, destacou o presidente da Colônia de Pescadores de Laranjeiras, José Carlos dos Santos, conhecido como Sobó.

 

 

 

 

 

 

 

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